A edição 2017 do programa CEO por um Dia já definiu os finalistas. Na última quinta-feira, foi finalizada a relação dos 21 estudantes que vão acompanhar uma jornada de trabalho dos dirigentes de 21 grandes empresas.
Realizado pela empresa de recrutamento e seleção de executivos Odgers Berndtson com apoio do Estado, PDA International, Machado Meyer Advogados e Centro de Carreiras da FGV Eaesp, o programa permite que universitários acompanhem a rotina do responsável por uma companhia durante um dia inteiro, proporcionando ao jovem um olhar privilegiado dos processos de decisão e de como realmente funciona uma empresa.

Veja quais são os universitários escolhidos  e as empresas e CEOs que vão recebê-los:

Ana Carolina G. Grandesso – Suzano / Walter Schalka

Ana Luiza F.C. Kato – Ontex / Laurent Nielly

Bianca Nassif M. Costa – Bozano / Jaime Cardoso

Catarina C. Barbosa – Hypermarcas / Claudio Bergamo

Dan Godoy Laranjeira – Alpargatas / Marcio Utsch

Giovani Novelli Pereira – Grupo Marista / Paulo Serino

Gisela do P. V. de Mattos – Reed / Fernando Fischer

Isabella Ulson Resky – Basf / Ralph Schweens

Jonas de Barros Carvalho – Cielo / Eduardo Gouveia

Júlia Figueiredo Pinto – HP / Claudio Raupp

Lucas de A. e Santos – IMC / Newton Maia Alves

Luiza Reis Carvalho – Gomes da Costa / Enrique Orge

Maria Fragoas Fernandes – Coty / Nicolas Fischer

Maria L. M. M. Kovashika – Mercedes / Phillipp Schiemer

Paulo Guidugli Pires – Dotz / Roberto Chade

Rafaela Fiorin de Carvalho – Latam / Jerome Cadier

Rafael F. Pinheiro Lima – S&N / Guilherme Costa

Renan Antunes Gama – Schneider / Cleber Moraes

Sven R. H. Friederichs – Allianz / Miguel Pérez Jaime

Thiago T. de C. Piovan – Brookfield / Henrique Martins

Willian C. C. Souza – PwC / Fernando Alves

O CEO da IMC, Newton Maia Alves. Foto: Rafael Arbex / Estadão

Um dos líderes participantes do programa é o CEO da International Meal Company (IMC), Newton Maia Alves. Há seis meses no posto, ele conta que foi do conselho da empresa para o comando executivo, a fim de promover um turn around (virada) na organização.
Holding das marcas Viena, Frango Assado e Brunella, entre outras, a IMC pertence ao fundo de private equity Advent, de onde veio Alves – ele está há dez anos no fundo.
“Vim para um turn around, um ajuste da empresa num momento de Brasil complicado. Mas tem dado bastante resultado”, afirma. Ele conta quais são as ferramentas que está utilizando nesse processo. “A rotina que implementei aqui na IMC é muito de orçamento base zero e gestão por projetos.”
Um terceiro instrumento é a “gestão à vista”. Nesse tipo de gerenciamento, informações relevantes são compartilhadas, colocadas à vista de colaboradores e gestores. Desta forma, é possível acompanhar os indicadores da área, status de projetos e tendências, entre outros dados, favorecendo a tomada de decisões.
Ele afirma que tocar a empresa com base nessas ferramentas faz com que o CEO seja “muito mais mão na massa” e mais próximo dos detalhes do que está acontecendo. Para ele, é mais próximo do que simplesmente delegar.
Alves conta que atualmente há 300 projetos em andamento na companhia, como o de reorganização societária que vai colocar Viena, Frango Assado e Brunella na mesma entidade jurídica. A medida, diz, permitirá a racionalização do uso das cozinhas centrais das três marcas.
“A minha rotina de gestão com os times tem muito a ver com o acompanhamento dos projetos. A Advent e suas empresas adotam muito isso (as três ferramentas).”
Ele diz que considerou “bem bacana” alguém em início de carreira acompanhar todo esse processo e, por isso, aceitou participar do programa. E reafirma: “Uma das características (desse tipo de gestão) é ser um CEO mais próximo do detalhe do que está acontecendo. Isso agiliza muito as decisões e facilita, mesmo uma empresa grande e complexa com 11 mil funcionários em quatro países”.
De acordo com o dirigente, esse estilo de gestão é mais adotado por fundos de private equity em suas empresas. E diz qual é o tipo de profissional ideal para a empresa. “O perfil que eu mais gosto em nossas empresas é da pessoa que é curiosa e resolvedora de problemas, são pessoas com muita iniciativa. Tem de ser bom analiticamente, tem de ser muito bom com o time”, afirma ele, que é graduado em engenharia aeronáutica pelo ITA, tem MBA por Harvard.
Alves justifica essa posição ao dizer que em grande parte das empresas, o grande problema não é não saber o que é preciso fazer, mas conseguir executar. “Esses 300 projetos não saíram da minha cabeça, a grande maioria as pessoas já sabia que era preciso fazê-los. Por isso, eu acho que em administração, mais do que ter ideias brilhantes é preciso ter a capacidade de simplificar problemas complicados. E ter bom relacionamento de equipe, pois uma vez definido o que é preciso fazer, é preciso conseguir executar.”
Na sua visão, são essas ferramentas de gestão que estão lhe permitindo executar o que todo mundo já sabia o que tinha de ser feito. “Acho que isso é a diferença.” Segundo ele, os resultados têm sido bons.

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